domingo, 22 de abril de 2012

Capítulo 31


O procura em todos os lugares, mas não o acha.
Andava muito assustada pelas ruas, quando avista alguém sentado na calçada.
- Tudo bem, moço?
- Não, minha mãe acabou de morrer! – ele começa a chorar.
- Danilo, é você?
- Taianne?
- O que você faz aqui, seu louco?
- Estou mal, sabia?
- Ok, quer que eu te leve para casa?
- Vou aceitar, então...
Os dois se beijam, e vão para casa.
Algumas horas depois, faltavam 3 horas e nenhum doador.
Danilo já estava no velório, quando Felipe tem uma idéia, e foi ao seu encontro.
- Danilo, posso falar contigo, cara?
- Claro, o que foi?
- É sobre o Rafinha! Só temos duas horas!
- Nossa, o que eu posso fazer?
- Concordar em doar o coração dela!
- O coração da minha mãe?
- É, a sua mãe já está morta, mas o Rafinha não, quer dizer... Tudo depende de você!
- Não sei não...
- Cara, é o Rafinha...
- Tudo bem, eu concordo!
- Valeu cara, o Rafinha agradece!
- De nada!
Enquanto isso, Letícia recebe a notícia.
- Caramba, que façam isso logo, meu amor tem que viver!
Mais uma hora havia se passado, e nada da doação chegar.
O doutor chega, sério.
- Ainda não chegou?
- Não, por quê? – Letícia pergunta.
- O coração dele está quase não batendo mais!
- Não! Le se desespera e se apoia em Oscar que é quase amassado.
O médico entra no quarto e sai depois de alguns segundos.
- O que foi? – Letícia pergunta em meio ao choro.
- O coração dele parou de bater!
- Não! – Ela chora ainda mais e limpa o nariz na camisa de Oscar.
- Doutor, o coração chegou!
- Que bom, leve para a sala de cirurgia!
- Ok!
Danilo chega.
- O coração de minha mãe já chegou?
- Sua mãe?
- É!
- Nossa, eu não sabia! Desculpa! Chegou sim!
- Tudo bem!
- Ai, será que ele vai ficar bem?
- Claro que vai!
Le se apoia no ombro dele, e Dan acaricia seus cabelos.
Horas se passam e o silêncio era maldito.
O doutor chega com o jaleco todo ensangüentado.
- Tenho uma notícia para dar!
Letícia levanta e corre para a sala de cirurgia.
- Não é proibido entrar e...
- Não importa!
Ela entra na sala e vê Rafinha.
CONTINUA...

Capítulo 30


Haviam se passado 10 horas e nada de um doador.
De repente, Wanessa sai do quarto com o braço engessado.
- Não adiantou, meu bem! – ela fala olhando para Isadora.
- Ela não estava presa? – questiona Le.
- Disse bem, estava! Pagou fiança e foi liberada! – explica Isa.
- Como você sabe?
- Eu me encontrei, sem querer, com ela!
- Como assim?
- Ela me encontrou, confessou que atirou no Rafinha, e tentou atirar em mim!
- Assassina! Mas e daí?
- Daí segurei no braço dela e fiz ela atirar em si mesma!
- Louca!
- Por quê?
- Isso poderia ter dado errado!
- É mesmo, foi mal!
- Tudo bem!
- E o Rafinha?
- Precisa de um coração até 15 horas!
- Meu Deus! Mas vai ser difícil!
- Eu sei disso! – Le começa a chorar.
Mais 5 horas se passam, e Danilo resolve ligar para sua mãe.
- Mãe?
- Oi filho, tudo bem?
- Mais ou menos, meu colega Rafinha precisa de um coração!
- Nossa, sei de alguém que pode doar!
- Quem?
- ...
- Mãe?
A ligação cai.
- O que foi? – Taianne pergunta, preocupada.
- Minha mãe...
- O que tem ela?
- Disse que sabia de um doador, mas desligou!
- Estranho!
- Pois é! Acho que vou lá ver!
- Quer que eu vá junto?
- Não precisa!
- Ok, então...
Danilo sai e Taianne continua preocupada.
O doutor de Rafinha novamente aparece.
- Algum doador? – ele pergunta, preocupado.
- Nada... Como ele está?
- Está ligado aos aparelhos... Você sabe a segunda opção!
- Não, nunca terei coragem de fazer isso!
- Mas ele está sofrendo, Le! – Felipe a ampara.
- Não quero que desliguem nada, ouviram?
- Tudo bem, o jeito é esperar...
Tas entra assustado na sala de estar.
- O que foi, Tas? – pergunta Oscar.
- É o Danilo!
- Aconteceu algo? – Taianne pergunta, quase chorando.
- Sim, mas não com ele!
- Como assim? – Isa estava confusa com as falas de Tas.
- É com a mãe dele!
- Não me diga que...
- Sim, a mãe dele acabou de ser encontrada em casa, morta, com o telefone na mão!
- Meu Deus! – Taianne se desespera e sai do hospital, querendo amparar seu amado.
CONTINUA...

Capítulo 29


 A manhã amanheceu fechada e nublada.
Garoava um pouco e Letícia estava sonolenta na sala de estar.
Danilo vai vê-la e, sem querer, a acorda.
- Rafinha, é você? – Le pula em Danilo.
- Só se ele tiver engordado alguns quilinhos! – brinca Cortez.
- Uns quilinhos: Eu diria toneladas! – completa Andreoli.
- Muito engraçado! – ironiza Danilo.
- Desculpa, Dan! – Letícia se afasta.
O médico sai rápido do quarto de Rafinha.
- O que foi, doutor? – ela pergunta, assustada.
- O estado dele piorou, seu coração bate devagar e sua respiração é ofegante!
- O que isso significa?
- Que o único jeito de salvá-lo é fazendo um transplante de coração!
- Não! – Letícia começa a chorar.
- Até quanto tempo? – Danilo pergunta sério.
- Até 24 horas, por aí!
- Droga, como vamos ter um doador em 24 horas?
- Só por um milagre, Danilo... – lamenta Felipe.
Enquanto isso, Isadora, voltando da farmácia aonde tinha comprado um remédio para Letícia, andava apressada por uma rua deserta.
Quando, uma mão misteriosa a toca. Pensou em gritar, mas o medo era maior.
- Você? – ela diz, assustada.
- Eu mesma, querida! – era Wanessa Camargo.
- Mas você estava presa!
- Dinheiro, minha filha! Paguei a fiança e só foquei 3 horas lá!
- Sua...
- Calma, só quero conversar!
- Não tem nada o que...
- Tem sim! É sobre o Rafinha!
- Deixe ele em paz!
- Não posso! Você sabe o estado dele?
- Muito mal!
- Que bom! Missão cumprida!
- Não me diga que foi você...
- Ganhou na loteria, sabia?
- Você não tem remorso não?
- Devia?
- Você sabe a resposta!
- Não, não tenho! Só tenho orgulho!
Isadora não agüenta, e dá um tapa nela.
- Esquentadinha, é? Sabe o que acontece com gente assim?
- O quê? – ela sabia que era arriscado, mas mantinha-se firme.
- Isso! – Wanessa saca a arma da bolsa.
- Nossa, dando uma de bandida, é?
- Eu sou bandida, meu bem!
- Então prova!
Quando ela se prepara para atirar, Isa segura rapidamente sua mão.
Caem no chão, e um tiro acontece.
Isadora levanta, calma.
- Você não é uma bandida!
E a deixa sozinha.
Wanessa, com muita dor, liga para alguém.
- Vem... aqui agora!
- O que foi?
- Aquela Isadora... idiota... me fez atirar em... mim mesma!
- Tem certeza?
- Tenho!
- Oh, vou para aí já!
Logo chega, recolhe Wanessa, e vai para o hospital.
Chegam lá, e vão para a sala de cirurgia.
Letícia, curiosa, pergunta quem era a pessoa, e a secretária responde:
- É a Wanessa Camargo!
- Não pode ser, ela está presa! – Letícia não entendia mais nada.
CONTINUA...