sábado, 14 de julho de 2012

Capítulo 38


Rafinha estava sentado no sofá e alguém bate na porta.
- Amor? - Rafinha vê Jéssica e bola um plano, fingindo que não sabia de nada.
- Eu mesma! Sozinho, lindo?
- Os fantasmas sempre me acompanham!
- Sério? Que bom!
- E você, fazia o que até agora?
- Ah... Com umas amigas!
- Hum... Sabia que te vi saindo de um motel acompanhada?
- Er... Era meu amigo!
- Quer enganar quem?
- Ok... Eu era uma prostituta e você me tirou dali! Podia ser sustentada por você, mas quis ter meu próprio dinheiro, e voltei a ser o que era!
- Ah, que pena... Ufa que existe memória!
- Como assim?
- A perda de memória de alguém pode durar dias, meses ou anos!
- E daí?
- Daí que a minha durou dias!
- E...
- Eu lembrei de tudo! Da Letícia, de você, de seu instinto assassino e do seu plano de ficar comigo!
- Você está errado! Eu...
- Para, eu lembro de tudo e você não vai me enganar!
- Se é assim, podemos ficar juntos!
- Como, eu já...
- Matei ela! Somos só eu e você, amor!
- O quê?
- Fiz por você, amor! Ela era muito idiota!
- Mas eu a amo! Quer saber, eu te odeio!
- Eu te amo!
- Vai embora!
- Mas...
- Não vou falar mais uma vez! - E Rafinha expulsa Jéssica de sua casa.
Pega o celular e liga para Andreoli.
- Cara, onde você está? - Ela diz, preocupado.
- Na casa da Isa, o que foi?
- A Jéssica disse que matou a Letícia!
- Você...
- Sim, recuperei a memória!
- Não acredito que ela fez isso... Acho que quer te assustar!
- Mas não posso arriscar!
- Tem razão! Vou num hospital e você vai no outro!
- Ok, espero que tudo seja mentira!
- Também... - E ambos desligam o celular.
Rafinha pega o carro e vai no hospital próximo. Precisa de seu amor vivo, ao contrário, não conseguiria viver.
CONTINUA...

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Capítulo 37

Letícia estava andando distraída quando Jessica aparece e tenta dar um golpe por trás:
- Falando sério, antes você era mais civilizada...
- E você mais burra... Foi na fila da inteligência, amore?
- Não, eu fui quando menor, ao contrário de... você!
- Quando menor? Achei que você ainda estava na sua casa: o inferno!
- Inferno? Desculpe, mas eu nunca te visitei!
- Mas você vai voltar para lá rapidinho!
- Na sua casa? Nem morta!
- Como você acertou?
- Como eu já disse, sou inteligente!
- E é por isso que vai morrer! O Rafinha é meu!
- Tão seu que o relacionamento de vocês só existe pela falta de memória do parceiro!
- Pelo menos eu o conquistei!
- Conquistou? Então estou cega, pois não vi nada disso!
- Olha flor, estou cansada de papo! Vou acabar com tudo logo! - E Jéssica saca a arma e aponta para Le, que dá um passo pra trás.
- Você vai ser presa!
- Tanto faz, já vou ter feito o serviço!
- Você quer mesmo me matar ou alguém mandou?
- Os dois! Mas a minha vontade é maior!
- Olha, eu te dou o meu dinheiro!
- Não basta! Vou te matar e pronto!
- E seu eu te der 1 milhão de reais?
- 1 milhão? Você não conseguiria...
- Eu te dou meu anel de ouro, que vale mil reais ou mais, como garantia, e você fica com ele!
E Le tira o anel, colocando na mão de Jé.
- Ok, aceito! - E Jéssica estende a mão, cumprimentando Letícia.
Jé pega a arma e finge colocar na bolsa, mas segura atrás de si mesma.
- Espero que consiga o 1 milhão! - Ela diz sorrindo.
- Vou conseguir!
- Você é uma boa garota! Pena que só isso não basta! - E ela atira no peito de Le, que cai no chão.
(Narrado por Letícia)
Vi meu mundo cair em um instante... Acreditei numa bandida assassina e como estou agora? Com um tiro no peito, sem meu amor, e com uma promessa de 1 milhão! Não queria deixar Rafinha em suas mãos, dominado por uma insana e sem memória do passado...
Sabia que não iria ser eterna, mas no pouco tempo de vida, só queria protegê-lo e o fazer feliz! Só queria agora seu abraço, sua maneira de tratar os problemas, e seu lindo sorriso, que me acalma e me enche de vida! Vida... É só disso que eu preciso, mais alguns dias para acabar com a Jéssica e trazer a paz para o meu amor... Encontrar alguém que cuide bem dele, o ame e supra a minha falta... Sei que sofrerei pelo resto de minha exixtência em "outra vida" (se ela existir), mas saberei que está feliz e bem, com ou sem mim!
Estou vendo meu sangue escorrer pela calçada, pessoas sem coração me olhando com cara de nojo e saindo de perto, carros em uma fila enorme e "ela" indo embora, sorrindo pelo feito de acabar com uma vida...
- É isso que dá acreditar em mim, Letícia! Boa ida ao inferno... - E Jéssica vai embora, deixando o corpo ensanguentado.
(Término da narração de Letícia)
Rafinha! Salve-me! Meu corpo está inerte e meu coração bate fraco, minha respiração é pouca e tudo está escuro! Vem me salvar, anjo! Tire-me daqui, me leve pra Marte e vamos ser felizes juntos! Eu quero o seu beijo, o seu abraço e seu corpo, uma última vez... Ouço o som de uma ambulância e me levam para ela, numa maca. O homem me olha assustado e checa meus batimentos cardíacos, falando algo para o acompanhante e estacionam o carro. Tiram-me de lá e me levam para o hospital.
CONTINUA...

domingo, 10 de junho de 2012

Capítulo 36

Depois de terem dado uma "chuveirada" em Rafinha, o colocaram no sofá e ele adormece.
- Deu trabalho, mas foi...
- Tem razão! E ainda com amnésia... Quanto tempo ela dura, hein?
- Tem umas que duram dias, semanas, mas tem aquelas de meses e anos...
- Vamos torcer para que a dele seja de dias, semanas...
- É...
- Bom, vou indo, só tinha vindo para avisar que saí do hospital!
- Ok... Ah, você sabe da Isadora?:
- Deve estar em casa!
- Valeu!
- Não precisa agradecer!
Letícia sai e alguns minutos depois, Cortez vai até a floricultura e compra rosas vermelhas.
Coloca um terno, passa perfume e arruma o cabelo.
Vai até a casa de Isadora e bate na porta.
- Feli... Cortez?
- Eu mesmo, em carne e osso!
- Mais carne do que osso, mas...
- É que não estou fazendo academia!
- Hum... Quer o que aqui?
- Trouxe rosas para você!
- Desculpe, tenho namorado para me dar!
- É feio não aceitar presente!
- É feio furar o olho do amigo!
- Quem disse que estou furando o olho do Felipe?
- Mas quer!
- Ok... Aceita...
- Não e boa noite!
Isadora fecha a porta em sua cara. Por que ele insistia tanto com isso?
CONTINUA...


Capítulo 35

O dia amanhece e Letícia já havia acordado, confusa com o dia anterior.
Olha para o lado e vê Rafinha, ainda dormindo.
- Amor, é você?
- Não, eu não te conheço, lembra?
- Ah, não foi um sonho, então?
- Não, e vou ver a Jéssica, ok?
- Aquela psicopata!
- É, ela é meio fria...
- Fria? Eu diria muito mais que isso...
- Mas ela é minha namorada e ponto!
- Tudo bem, um dia você vai se lembrar e enxergar tudo...
- Fui!
Rafinha sai e uma lágrima cai dos olhos de Letícia.
Rafinha vai mexendo no celular e passa por um motel.
De dentro dele, saem Jéssica e um cara desconhecido.
Rafa se esconde e os observa.
- Amei a noite, gata!
- Não se acostuma, tenho mais trouxas para enganar!
E os dois se beijam, saindo de mãos dadas.
Ele não acreditou no que viu e foi, desnorteado para o bar mais próximo.
Senta no balcão e o dono o observa.
- É você, Rafinha Bastos?
- Ou o que restou dele...
- Mulheres?
- Sempre! Me vê uma cerveja e uma caipirinha bem geladas, ok?
- Mas você não bebe!
- Não bebia! Mas agora traz logo!
- Ok, sem mais...
O homem traz e4 logo, Rafinha pede mais.
- Mas senhor...
- Deixa de papo e traz!
Assim, ele começa a ficar bêbado.
- Traz... mais... três... capirinha... quer... dizer... capinha... ou...
- Caipirinha?
- É...
- Meu senhor, o estoque está acabando, e...
- Quero... caripinha... ou...
- Tudo bem mas antes, pode me dar a carteira!
- Isso... é... um... roubo... hahahaha...
- diz ele bem grogue, entregando a carteira.
O homem vasculha a carteira e acha um número.
- Alô?
- Alô, aqui é do Bar Amigos e cia!
- Desculpe, mas eu não quero bebida!
- É o seu amigo Rafinha Bastos!
- O que aconteceu?
- Ele está muito bêbado, acho melhor você vir aqui!
- Ok, já estou chegando!
Alguns minutos depois, Cortez chega para socorrer seu amigo.
- Você é o Rafael Cortez?
- É, mas agora estou ocupado com o bêbado aqui!
- Tem razão!
- Coimo é difícil levantar um cara de 2 metros de altura...
- Eu ajudo!
E assim o levam para o carro.
Cortez chega em sua casa e coloca Rafinha no sofá.
Liga o chuveiro e se prepara para colocar ele lá embaixo.
Tira sua blusa, calça e tênis e o leva até o banheiro.
- Eu... não... vou... pro... chuveiro!
E Rafinha sai cambaleando do banheiro.
- Seu, volta aqui!
Cortez sai atrás e quando o alcançava, sem querer, tropeça na mesa e cai em cima de Rafinha.
Os dois ficam imóveis no chão.
De repente, a campainha toca.
Letícia entra.
- A porta estava aberta? Cortez! Acabei de sair do hospital, e...
Ela olha espantada para os dois.
- Eu... não... vou... pro... chuveiro! - Rafinha novamente diz.
- Ele está bêbado! Tive que o buscar num bar!
- E como explica essa cena?
- O Rafinha fugiu do banheiro e eu corri atrás. Sem querer, tropecei na mesa e caí em cima dele...
Letícia começa a rir.
- Só vocês mesmo! Bora pro chuveiro, Rafinha?
Ele faz cara de não, mas acaba indo pro banheiro.
CONTINUA...

sábado, 9 de junho de 2012

Capítulo 34

Para ajudar, o nariz de Le começa a sangrar e Jéssica continua revidando.
- Chega amor, o nariz dela está sangrando!
- Pois quero que outras partes dela sangrem junto!
- Você está louca?
- Sempre fui...
Letícia fica deitada no chão e Jé a chuta,fazendo bater o rosto na calçada.
O sangue escorre por sua cara e Rafinha segura Jéssica pelo braço,a impedindo de bater mais.
Vai até Letícia e a levanta,se assustando com a quantidade de sangue e machucados.
- Vou te levar ao pronto socorro!
- Não,deixa ela aí!
- Desculpe,não posso,pois tenho coração!
- Esse é seu problema,é bom demais!
- E você fria demais...
Rafinha pega Le no colo e a leva para o hospital.
- Você é o namorado? - O médico pergunta.
- Não,eu nem conheço ela!
- Então... Ela vai passar a noite aqui!
- Eu vou ficar junto,para acompanhar!
- Tudo bem...
Rafinha vai até o quarto dela e senta na cadeira,adormecendo.
CONTINUA...


sexta-feira, 8 de junho de 2012

Capítulo 33

Rafinha recebe alta e anda tranquilamente pela calçada,sentindo uma vibração de seu celular.
Vê que era de Jéssica e a mensagem pedia para ele ir até certa rua,a encontrar.
Chega no local desejado e ela o esperava,com uma roupa justa e tentadora.Pelo incrível que pareça,isso não o chamava atenção,nem lembrava quem ela era.
- Oi amor!
- Desculpe,eu te conheço?
- Ah,é amnésia...
- Como?
- Nada não! Não se lembra de mim?
- Não,deve ser por causa da cirurgia e tal...
- Tudo bem! Eu sou sua namorada!
- Ah,que bom! Mas essa roupa não é decotada demais?
- Desculpe,é que eu queria ficar bonita para você!
- Tudo bem então,você está linda mesmo! - Jéssica sorri,tendo visto o sucesso de seu plano.
- Não vai me beijar?
- Claro,amor...
E Rafinha a beija.
Jéssica,para "melhorar",coloca sua língua.
- Língua vale?
- Se vocês são namorados,vale sim mas se você beija uma mentirosa e biscate,merece um tapa na cara! - Letícia aparece e Jéssica a fuzila pelos olhos.
- Você aqui? - Rafinha fica confuso.
- Sim,sua namorada!
- Está louca! A Jéssica é minha namorada!
- Que golpe hein? Eu sabia que você era atirada mas parente do Pinóquio... Fiquei surpresa!
- Desculpa querida,se eu insulto a sua burrice!
- Desculpa querida,se você se acha tão inteligente para me insultar!
- Se você se acha boa o bastante,vem e me bate!
- E perder tempo e machucar minha mão na sua cara idiota? Nem pensar!
- Se você chama covardia disso...
- Se você...
- Parem! Ou melhor,pare! A minha namorada não vai perder tempo com uma desconhecida metida a besta!
- E eu não vou perder tempo com um iludido e ingênuo junto com uma atirada idiota!
Letícia ameaça ir embora mas Jéssica segura em seu braço.
- Se você não quer começar,eu começo!
Ela dá um soco em Le,fazendo cair no chão.
- E eu dou o segundo passo...
E Letícia revida,iniciando uma briga.
CONTINUA...


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Capítulo 32


Oscar andava distraído pela rua, quando um barulho o distrai.
Olha para os lados e nada.
Quando uma mão tapa sua boca com um pano, e ele desmaia.
- Bom, serve você mesmo!
Seu celular cai no chão.
No hospital, Taianne resolve ir para casa.
- Pode ir, Tai, não quer mesmo que eu te leve?
- Não Dan, eu vou a pé!
- Se é assim...
Os dois se beijam e Taianne sai de lá.
Mexia no celular, atualizando seu perfil no Twitter, quando tropeça em alguém.
- Droga, essas ruas poluídas de São Paulo! Espera aí, é um celular?
Começa a mexer e vê que era de Oscar Filho.
- Não pode ser! É do Oscar! O que aquele unicórnio alada cor de burro quando foge fez para o perder? Vou na casa dele!
Chega e toca várias vezes a campainha, e nada de Oscar.
- Onde será que ele se meteu, hein?
Letícia chega perto, e vê que ele respira por aparelhos, e seu coração bate lentamente.
- Rafinha?
- Meu nome não é esse! – ele abre os olhos.
- Que bom que você acordou! – ela faz menção de beijá-lo, mas ele a impede.
- Não, eu nem te conheço!
- Como assim, Rafinha, eu sou a Letícia... Sua namorada!
- Não me chamo Rafinha, você não é minha namorada, nem te conheço e é melhor você sair daqui!
- Mas...
- Vai!
Letícia sai de lá chorando, porque Rafinha a tratou assim?
CONTINUA...

domingo, 22 de abril de 2012

Capítulo 31


O procura em todos os lugares, mas não o acha.
Andava muito assustada pelas ruas, quando avista alguém sentado na calçada.
- Tudo bem, moço?
- Não, minha mãe acabou de morrer! – ele começa a chorar.
- Danilo, é você?
- Taianne?
- O que você faz aqui, seu louco?
- Estou mal, sabia?
- Ok, quer que eu te leve para casa?
- Vou aceitar, então...
Os dois se beijam, e vão para casa.
Algumas horas depois, faltavam 3 horas e nenhum doador.
Danilo já estava no velório, quando Felipe tem uma idéia, e foi ao seu encontro.
- Danilo, posso falar contigo, cara?
- Claro, o que foi?
- É sobre o Rafinha! Só temos duas horas!
- Nossa, o que eu posso fazer?
- Concordar em doar o coração dela!
- O coração da minha mãe?
- É, a sua mãe já está morta, mas o Rafinha não, quer dizer... Tudo depende de você!
- Não sei não...
- Cara, é o Rafinha...
- Tudo bem, eu concordo!
- Valeu cara, o Rafinha agradece!
- De nada!
Enquanto isso, Letícia recebe a notícia.
- Caramba, que façam isso logo, meu amor tem que viver!
Mais uma hora havia se passado, e nada da doação chegar.
O doutor chega, sério.
- Ainda não chegou?
- Não, por quê? – Letícia pergunta.
- O coração dele está quase não batendo mais!
- Não! Le se desespera e se apoia em Oscar que é quase amassado.
O médico entra no quarto e sai depois de alguns segundos.
- O que foi? – Letícia pergunta em meio ao choro.
- O coração dele parou de bater!
- Não! – Ela chora ainda mais e limpa o nariz na camisa de Oscar.
- Doutor, o coração chegou!
- Que bom, leve para a sala de cirurgia!
- Ok!
Danilo chega.
- O coração de minha mãe já chegou?
- Sua mãe?
- É!
- Nossa, eu não sabia! Desculpa! Chegou sim!
- Tudo bem!
- Ai, será que ele vai ficar bem?
- Claro que vai!
Le se apoia no ombro dele, e Dan acaricia seus cabelos.
Horas se passam e o silêncio era maldito.
O doutor chega com o jaleco todo ensangüentado.
- Tenho uma notícia para dar!
Letícia levanta e corre para a sala de cirurgia.
- Não é proibido entrar e...
- Não importa!
Ela entra na sala e vê Rafinha.
CONTINUA...

Capítulo 30


Haviam se passado 10 horas e nada de um doador.
De repente, Wanessa sai do quarto com o braço engessado.
- Não adiantou, meu bem! – ela fala olhando para Isadora.
- Ela não estava presa? – questiona Le.
- Disse bem, estava! Pagou fiança e foi liberada! – explica Isa.
- Como você sabe?
- Eu me encontrei, sem querer, com ela!
- Como assim?
- Ela me encontrou, confessou que atirou no Rafinha, e tentou atirar em mim!
- Assassina! Mas e daí?
- Daí segurei no braço dela e fiz ela atirar em si mesma!
- Louca!
- Por quê?
- Isso poderia ter dado errado!
- É mesmo, foi mal!
- Tudo bem!
- E o Rafinha?
- Precisa de um coração até 15 horas!
- Meu Deus! Mas vai ser difícil!
- Eu sei disso! – Le começa a chorar.
Mais 5 horas se passam, e Danilo resolve ligar para sua mãe.
- Mãe?
- Oi filho, tudo bem?
- Mais ou menos, meu colega Rafinha precisa de um coração!
- Nossa, sei de alguém que pode doar!
- Quem?
- ...
- Mãe?
A ligação cai.
- O que foi? – Taianne pergunta, preocupada.
- Minha mãe...
- O que tem ela?
- Disse que sabia de um doador, mas desligou!
- Estranho!
- Pois é! Acho que vou lá ver!
- Quer que eu vá junto?
- Não precisa!
- Ok, então...
Danilo sai e Taianne continua preocupada.
O doutor de Rafinha novamente aparece.
- Algum doador? – ele pergunta, preocupado.
- Nada... Como ele está?
- Está ligado aos aparelhos... Você sabe a segunda opção!
- Não, nunca terei coragem de fazer isso!
- Mas ele está sofrendo, Le! – Felipe a ampara.
- Não quero que desliguem nada, ouviram?
- Tudo bem, o jeito é esperar...
Tas entra assustado na sala de estar.
- O que foi, Tas? – pergunta Oscar.
- É o Danilo!
- Aconteceu algo? – Taianne pergunta, quase chorando.
- Sim, mas não com ele!
- Como assim? – Isa estava confusa com as falas de Tas.
- É com a mãe dele!
- Não me diga que...
- Sim, a mãe dele acabou de ser encontrada em casa, morta, com o telefone na mão!
- Meu Deus! – Taianne se desespera e sai do hospital, querendo amparar seu amado.
CONTINUA...

Capítulo 29


 A manhã amanheceu fechada e nublada.
Garoava um pouco e Letícia estava sonolenta na sala de estar.
Danilo vai vê-la e, sem querer, a acorda.
- Rafinha, é você? – Le pula em Danilo.
- Só se ele tiver engordado alguns quilinhos! – brinca Cortez.
- Uns quilinhos: Eu diria toneladas! – completa Andreoli.
- Muito engraçado! – ironiza Danilo.
- Desculpa, Dan! – Letícia se afasta.
O médico sai rápido do quarto de Rafinha.
- O que foi, doutor? – ela pergunta, assustada.
- O estado dele piorou, seu coração bate devagar e sua respiração é ofegante!
- O que isso significa?
- Que o único jeito de salvá-lo é fazendo um transplante de coração!
- Não! – Letícia começa a chorar.
- Até quanto tempo? – Danilo pergunta sério.
- Até 24 horas, por aí!
- Droga, como vamos ter um doador em 24 horas?
- Só por um milagre, Danilo... – lamenta Felipe.
Enquanto isso, Isadora, voltando da farmácia aonde tinha comprado um remédio para Letícia, andava apressada por uma rua deserta.
Quando, uma mão misteriosa a toca. Pensou em gritar, mas o medo era maior.
- Você? – ela diz, assustada.
- Eu mesma, querida! – era Wanessa Camargo.
- Mas você estava presa!
- Dinheiro, minha filha! Paguei a fiança e só foquei 3 horas lá!
- Sua...
- Calma, só quero conversar!
- Não tem nada o que...
- Tem sim! É sobre o Rafinha!
- Deixe ele em paz!
- Não posso! Você sabe o estado dele?
- Muito mal!
- Que bom! Missão cumprida!
- Não me diga que foi você...
- Ganhou na loteria, sabia?
- Você não tem remorso não?
- Devia?
- Você sabe a resposta!
- Não, não tenho! Só tenho orgulho!
Isadora não agüenta, e dá um tapa nela.
- Esquentadinha, é? Sabe o que acontece com gente assim?
- O quê? – ela sabia que era arriscado, mas mantinha-se firme.
- Isso! – Wanessa saca a arma da bolsa.
- Nossa, dando uma de bandida, é?
- Eu sou bandida, meu bem!
- Então prova!
Quando ela se prepara para atirar, Isa segura rapidamente sua mão.
Caem no chão, e um tiro acontece.
Isadora levanta, calma.
- Você não é uma bandida!
E a deixa sozinha.
Wanessa, com muita dor, liga para alguém.
- Vem... aqui agora!
- O que foi?
- Aquela Isadora... idiota... me fez atirar em... mim mesma!
- Tem certeza?
- Tenho!
- Oh, vou para aí já!
Logo chega, recolhe Wanessa, e vai para o hospital.
Chegam lá, e vão para a sala de cirurgia.
Letícia, curiosa, pergunta quem era a pessoa, e a secretária responde:
- É a Wanessa Camargo!
- Não pode ser, ela está presa! – Letícia não entendia mais nada.
CONTINUA...

domingo, 25 de março de 2012

Capítulo 28


- Amor, vou tomar banho, ok? – avisa Rafinha.
- Claro Rafs, eu vou ficar aqui na sala!
Rafinha entra no banho e alguns minutos depois chama Letícia.
- O que foi? – ela vai na porta e esquece que no banheiro dele não tinha box.
Olha para o lado, envergonhada.
- Esqueci a toalha! Poderia a pegar, por favor?
- Claro!
Ela pega a toalha e ouve um barulho ensurdecedor, mas não liga.
Então percebe que o gatinho tinha sumido, e o procura pela casa.
Ouve seus miados e vê que eles vêm do banheiro.
Quando chega, tem uma terrível visão: Rafinha estava caído no chão, todo ensangüentado, e seu gatinho estava ao seu lado.
Ela se desespera, afasta o gatinho e o cobre com a toalha, para aquecê-lo.
Liga para o 192 e eles logo chegam.
Antes de o carregarem, mesmo desacordado, ela pega em sua mão e, em meio à lágrimas, cochicha em seu ouvido:
- Eu te amo, Rafs, resista por favor!
Ela o acompanha até o hospital.
Um vulto os observa e guarda a arma no bolso, com um sorriso maldoso.
Todos aguardavam apreensivos na sala de espera, quando o médico chega.
- Ele está bem, doutor? – pergunta Le.
- Seu estado é grave, levou um tiro na cabeça, e não conseguimos extrair a bala!
- Meu Deus! Ele está acordado?
- Está, e quer ver você!
Ela entra no quarto.
- Letícia?...
- Sou eu, meu amor!
- O que aconteceu? A dor me consome...
- Bem, você levou um tiro, mas vai ficar tudo bem!
- Não... extraíram minha bala, não?...
- Não, mas vão conseguir!
- Me... promete... algo?
- Claro!
- Se eu... morrer... vai seguir... sua vida sem... mim?
- Para, meu amor! Você vai ficar bem!
- Aceite os fatos... eu estou... mal... e a qualquer... momento posso...
Ela o beija.
- Eu te amo, e tudo vai passar...
- Desculpe... se não vou... poder passar... minha vida... com você e ter... filhos! Mas... saiba... que... eu te amo!...
- Ai, para com isso! – E o desespero a consome, e ela o abraça.
- O gato... está... bem?
- Claro... Espera você!
- Diz... pra ele... cuidar bem... de você... e da... Baby!
- Claro! Mas eles vão ter você também!
- Não... se iluda... minha querida!
- Eu tenho esperanças, e você é uma delas!
- Diz... pro CQC... que tive... anos muito... felizes lá... e vou levá-los... comigo... sempre!
- Digo, e eles vão ficar felizes de saber que você está bem! Descanse vai, amanhã é um novo dia!
- Não... chore... por mim... Boca... linda... Eu te... amo muito...
E ele adormece.
Le apóia sua cabeça em seu peito e se desespera, chorando compulsivamente.
CONTINUA...

Capítulo 27


Danilo e Taianne estavam deitados na cama, olhando para cima.
- Danilo?
- O que foi?
- Já pensou no nosso futuro?
- Ah, eu acho muito apressado pensar nisso, e...
- Achei que se importava...
- Er... Claro! Já pensei sim!
- Como foi?
- Ah... Pensei na gente velhinho, de bengala, dando comida para os pássaros, jogando dominó, se apoiando um no outro, brincando com os netos, tricotando blusas de lã, contando histórias furrenhas, revendo amigos, passo devagar, de mãos dadas, um sorriso meigo no rosto, eu cuidando dos animais e você fazendo um jabá quentinho, brigando quando faço algo errado, mãos dadas em cada passeio, colher flores, plantando frutos, casinha simples, cheiro de pão...
- Ai, que lindo! Espero que tudo isso aconteça!
- Mas tenho uma certeza!
- Qual?
- O tempo pode passar, mas eu sempre vou te amar!
- Eu também, Dan!
Os dois se beijam calorosamente.
- E a nossa primeira vez, como casal?
- Tudo vai ocorrer com o seu tempo!
- E se ele for agora?
- Melhor ainda!
Ele segura em sua cintura.
Tai o ajuda a tirar a camisa.
Quando a campainha toca.
- Quem é?
- Sou eu cara, tudo bem? – era Cortez.
- Até então... O que foi?
- Preciso que você me empreste o Indiana Jones 2!
- Mas... É raridade!
- É urgente!
- Está bem! Agora vai!
- Por que a pressa? Ah, está com uma garota?
- Vai!
- Ok, valeu pelo DVD!
- De nada!
Ele volta para a cama.
- Onde paramos?
- Esquece Dani, não tem mais clima!
Taianne vai até a cozinha e bebe um copo de água.
Danilo deita pensativo na cama.
Na casa de Isa.
- Esperei muito por esse momento! – comenta Felipe.
- Eu mais ainda!
Quando os dois iam se beijar, a campainha toca.
- Oi Felipe, posso entrar? – era Oscar Filho.
- Claro cara! O que foi?
- Deixaram esse embrulho na minha porta, e o destinatário é o Rafinha!
- Sério?
- Claro! Será que você podia entregar para ele?
- Pode deixar! Eu aviso que você o achou e...
- Não!
- Não? Por quê?
- É que... Ih, estou atrasado! Tchau!
- Quem era? – eu pergunto, curiosa.
- O Oscar! Me deu um embrulho!
- O que é?
- Não sei, é pro Rafinha!
- Estranho!
- É mesmo! Vão comigo entregar?
- Claro!
E os dois se dirigem até lá.
- Podemos entrar? – pergunta Felipe.
- Claro!
Os três sentam no sofá.
- Aconteceu algo? – diz Letícia.
- Não, só viemos entregar esse embrulho! – esclarece Isadora.
- Ah, valeu! – agradece Rafinha.
- Então vamos deixar o casal, não Isa? – despista Felipe.
- Claro!
Os dois saem de lá.
Rafinha abre cuidadosamente o embrulho.
- Abre de uma vez, garoto! O máximo que pode ser é uma bomba!
- Me quer bem, não?
- Não, só um pouquinho...
Ambos riem.
Quando ele abre, vê um bilhete e um coração em pedaços.
Nele, estava escrito: “Gosto muito de você, Rafael Bastos Hocsman! E vou fazer de tudo para ter você ao meu lado, nem que tenha que passar por cima e despedaçar corações!”
- Admiradora, é? – ironiza Le.
- Falando que vai passar por cima de pessoas e despedaçar corações?
- Fãs são assim mesmo!
- O que me intriga é ela saber o meu nome!
- Espera, então só pode ser...
- Alguém que me conhece!
- Ah, esquece! Deve ser uma fã qualquer!
- Sei não...
Os dois se beijam, mas Rafinha continua intrigado.
Um vulto na janela novamente os observa e a fúria o consome.
CONTINUA...

Capítulo 26


Meses se passaram, e ambos viraram melhores amigos.
Felipe anda meio desconfiado.
- Acho que ela está ficando muito com aquele “amigo”!
- Ah cara, desencana! Você não confia nela? – pergunta Rafinha.
- Er...
- Viu! Vai lá na casa dela e tira tudo a limpo!
- É isso aí que eu vou fazer!
Felipe vai para a casa dela.
Bate na porta e ela a abre rapidamente.
- Felipe?
- Podemos conversar?
- Claro!
Os dois se sentam no sofá.
- Sobre o quê?
- Você e aquele Diego!
- Somos só amigos!
- Eu sei, é que...
- Não confia em mim?
- Bem...
- Olha, se você quer algo comigo, primeiro tem que confiar!
- E você, confia em mim?
- Claro que confio!
- Então, eu posso fazer uma coisa?
- Não precisa!
- Não?
Isadora se aproxima de Fe, e o beija. Um beijo intenso.
- Uau, não achei que...
- Você não precisa achar...
Os dois continuam se beijando.
Na casa de Letícia, ela estava sentada no sofá quando recebe uma ligação.
- Rafinha?
- Não, é a bela adormecida!
- Bobo! O que quer?
- Vem na minha casa hoje?
- Que horas?
- Agora!
- Ok, vou me arrumar e já vou!
- Não demora!
Le veste uma camiseta de gatinho, seu animal preferido, e uma calça jeans.
Rapidamente bate na porta.
- Rápida mesmo!
- Sem cantada fail no começo?
- Não, hoje é charada!
- Ai, manda...
- O que gira mais que a Terra em torno do sol?
- Hum... Me pegou! Não sei!
- A minha vida!
- Como assim?
- Ela gira 24 hs em torno da sua vida!
Ambos riem.
- Outra cantada! Uma vez Rafinha, sempre Rafinha!
- Ah, pra você!
Ele traz algo no colo.
- O que é?
Era um gatinho preto.
- Um gato pra fazer par com a...
- Baby?
- Isso!
- Valeu!
Ele o coloca no chão e os dois sentam no sofá.
- Só queria me dar ele?
- O meu coração também, mas...
- Bobo! E a Jéssica?
- Vamos esquecer ela?
- Claro!
- E pensar no presente!
- Sabe de uma coisa, Rafael Bastos Hocsman?
- O quê?
- Eu não agüento ficar longe de você, cada segundo é um ano, cada minuto é uma década, cada hora um século e eu te amo demais!
- Uau, que discurso!
- Só que esse é pra valer!
- Minha vez! Letícia, você é tudo pra mim! O livro da minha estante, o sol do meu amanhecer, a estrela do meu céu, minha metade da melancia e eu te amo mais que tudo nessa vida!
- Metade da melancia? Não é da laranja?
- É por causa de ela ser grande!
- Ah sim!
Ambos riem.
- Pra concretizar isso, só falta o selo!
- Ih, deixei em casa!
- Eu tenho ele aqui!
Ambos se aproximam, uma brecha de sol adentra a sala, suas respirações se completam e seus lábios selam o seu amor.
Ficam assim por alguns segundos, e depois se distanciam aos poucos.
- É sonho?
- Não, meu amor!
- Sabe de uma coisa, Rafs?
- O quê?
- Nunca amei ninguém como te amo agora!
- Eu digo o mesmo!
Os dois ficam de mãos dadas e voltam a selar seu amor. Ninguém iria os separar!
Um vulto aparece na janela.
Ou será que sim?
CONTINUA...

Capítulo 25


Letícia acorda assustada. Tudo não tinha passado de um sonho.
De repente, alguém bateu em sua porta.
Ela olha pela fechadura e abre.
- Quem é você? – Le pergunta, curiosa.
- É importante!
- Mais importante que o meu sono?
- Bem...
- Sabe que horas são? 6 horas da manhã!
- E...
- E que estou falando com um cara estranho, que está enchendo a minha paciência?
- Me dê 5 minutos!
- 5 minutos? Contando com os que eu já perdi falando contigo, não?
- Mais ou menos...
- Sabe o que são 5 minutos do meu sono? Minha pele está ressecando, as rugas me assombram! 5 minutos são preciosos!
- Er... Você me dá medo, sabia?
- Mais do que você pra mim? Duvido!
- Você é sempre assim?
- Não, só quando alguém como você me acorda!
- Hum... Bom saber!
- Mas afinal, o que você quer?
- Quer assinar a revista Contigo?
- Ah, vai pro raio que o parta, viu?
- Ei, isso é jeito de...
Ela fecha a porta na cara dele.
- Droga, sabia que ir vender no lugar do meu irmão não ia dar muito certo... Vou naquela casa!
Isadora estava dormindo, quando a campainha toca.
- Quem é você? – Isa pergunta, curiosa.
- É importante!
- Ai, quanto mais eu rezo, mais gente estranha aparece...
- Não é assombração?
- Se você se julga isso...
Ele sorri.
- Quer assinar a revista Contigo?
- às 6:30 da manhã?
- Er...
- Já que veio, tome pelo menos um café!
- Sério?
- Entra, antes que eu te bote pra fora à vassouradas!
- Você é louca, sabia?
- Não dizem que, de médico e louco, todo mundo tem um pouco?
- Tem razão! Você é mais para louca!
- E você para médico!
- Ué, por quê?
- Eu torço pra que seja! Quer mesmo saber por quê?
- Melhor não! Meus ouvidos são meio sensíveis!
Ambos riem.
- Falando nisso, qual o seu nome?
- Diego, e o seu?
- Isadora!
- Lindo igual a dona!
- Cantada fail no ar, não?
- Espertinha!
- Gosta de qual estilo?
- De música?
- Não, de roupa! Claro!
- Ué, podia ser!
- Tem razão!
- Gosto de tudo um pouco!
- Eclético?
- Isso aí! E você?
- Também, mas gosto mesmo de rock!
- Ih, não combinamos!
- Por quê?
- Roqueira e mauricinho!
- As diferenças atraem ainda mais!
- Sério?
- Não, seu bobo! E as revistas?
- Bico, no lugar do meu irmão!
- Ah... Café?
- Solúvel, pode ser?
- Claro! Com açúcar?
- Uma pitada!
- Pode deixar! Não é daqui, não?
- Não, sou do Rio!
- É, percebi!
- Como assim?
- Aguarde o próximo capítulo!
- Quer dizer que vai ter um próximo?
- Quem sabe até uma história!
- Sério?
- Sonha!
Ela o empurra.
Ele sorri.
Quem era aquele rapaz?
CONTINUA...