Danilo e Taianne estavam deitados na cama, olhando para cima.
- Danilo?
- O que foi?
- Já pensou no nosso futuro?
- Ah, eu acho muito apressado pensar nisso, e...
- Achei que se importava...
- Er... Claro! Já pensei sim!
- Como foi?
- Ah... Pensei na gente velhinho, de bengala, dando comida para os pássaros, jogando dominó, se apoiando um no outro, brincando com os netos, tricotando blusas de lã, contando histórias furrenhas, revendo amigos, passo devagar, de mãos dadas, um sorriso meigo no rosto, eu cuidando dos animais e você fazendo um jabá quentinho, brigando quando faço algo errado, mãos dadas em cada passeio, colher flores, plantando frutos, casinha simples, cheiro de pão...
- Ai, que lindo! Espero que tudo isso aconteça!
- Mas tenho uma certeza!
- Qual?
- O tempo pode passar, mas eu sempre vou te amar!
- Eu também, Dan!
Os dois se beijam calorosamente.
- E a nossa primeira vez, como casal?
- Tudo vai ocorrer com o seu tempo!
- E se ele for agora?
- Melhor ainda!
Ele segura em sua cintura.
Tai o ajuda a tirar a camisa.
Quando a campainha toca.
- Quem é?
- Sou eu cara, tudo bem? – era Cortez.
- Até então... O que foi?
- Preciso que você me empreste o Indiana Jones 2!
- Mas... É raridade!
- É urgente!
- Está bem! Agora vai!
- Por que a pressa? Ah, está com uma garota?
- Vai!
- Ok, valeu pelo DVD!
- De nada!
Ele volta para a cama.
- Onde paramos?
- Esquece Dani, não tem mais clima!
Taianne vai até a cozinha e bebe um copo de água.
Danilo deita pensativo na cama.
Na casa de Isa.
- Esperei muito por esse momento! – comenta Felipe.
- Eu mais ainda!
Quando os dois iam se beijar, a campainha toca.
- Oi Felipe, posso entrar? – era Oscar Filho.
- Claro cara! O que foi?
- Deixaram esse embrulho na minha porta, e o destinatário é o Rafinha!
- Sério?
- Claro! Será que você podia entregar para ele?
- Pode deixar! Eu aviso que você o achou e...
- Não!
- Não? Por quê?
- É que... Ih, estou atrasado! Tchau!
- Quem era? – eu pergunto, curiosa.
- O Oscar! Me deu um embrulho!
- O que é?
- Não sei, é pro Rafinha!
- Estranho!
- É mesmo! Vão comigo entregar?
- Claro!
E os dois se dirigem até lá.
- Podemos entrar? – pergunta Felipe.
- Claro!
Os três sentam no sofá.
- Aconteceu algo? – diz Letícia.
- Não, só viemos entregar esse embrulho! – esclarece Isadora.
- Ah, valeu! – agradece Rafinha.
- Então vamos deixar o casal, não Isa? – despista Felipe.
- Claro!
Os dois saem de lá.
Rafinha abre cuidadosamente o embrulho.
- Abre de uma vez, garoto! O máximo que pode ser é uma bomba!
- Me quer bem, não?
- Não, só um pouquinho...
Ambos riem.
Quando ele abre, vê um bilhete e um coração em pedaços.
Nele, estava escrito: “Gosto muito de você, Rafael Bastos Hocsman! E vou fazer de tudo para ter você ao meu lado, nem que tenha que passar por cima e despedaçar corações!”
- Admiradora, é? – ironiza Le.
- Falando que vai passar por cima de pessoas e despedaçar corações?
- Fãs são assim mesmo!
- O que me intriga é ela saber o meu nome!
- Espera, então só pode ser...
- Alguém que me conhece!
- Ah, esquece! Deve ser uma fã qualquer!
- Sei não...
Os dois se beijam, mas Rafinha continua intrigado.
Um vulto na janela novamente os observa e a fúria o consome.
CONTINUA...
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