Taianne saiu do trabalho, se arrumou, e foi até o lago para encontrar-se com Danilo.
Ela chega e coloca a mão em seu ombro.
- Taianne?
- Eu mesma!
Na casa de Letícia.
- O que achou do passeio?
- Gostei, principalmente de você sem camisa!
- Depois sou eu o assanhado!
- Está com a lupa?
- Deixei em casa, hoje eu trouxe os óculos mesmo!
- Melhor você tirar ele!
- Por quê?
- Porque o que vamos fazer pode quebrar ele!
- É o que eu estou pensando?
- Claro, vamos pular do 19º andar do apartamento!
- Eu não estava pensando nisso...
- É, você e a sua mente poluída!
- Não totalmente, pois você está nela!
- Bobo! Será que vai chover de novo?
- Acho que não!
- Bem que podia, não?
- Olha, eu não sou São Pedro, mas posso te deixar molhada, viu?
- Rafinha! Para com essas cantadas safadas, ok?
- Está bem... Quer sair agora à noite?
- Claro, aonde a gente vai?
- Estava pensando em um restaurante!
- Assim você quer me deixar uma baleia, não?
- Para com isso, você é linda de qualquer jeito!
- O restaurante vai ser um encontro?
- Pode ser... Ei!
- O que foi?
- A gente podia ser amigos com benefícios!
- Como assim?
- Tipo, a gente se beija e tudo o mais, mas sem compromisso!
- Rafael Bastos Hocsman!
- Ok, parei!
- Vai de terno, não?
- Sim, não gosta?
- Claro que gosto!
Ele se aproxima mais ainda dela.
- Er... Então, vamos a que horas?
- Vou passar em casa, tomar um banho, e colocar o terno!
- Ok, eu vou fazer o mesmo!
- Vai colocar o terno?
- Não seu bobo, vou colocar um vestido!
- Ufa... Que susto!
- Só você mesmo!
Depois do jantar.
- Obrigada Rafs, foi maravilhoso!
- Não precisa agradecer!
Ela sorri.
- Noite linda, não?
- Melhor ainda ao seu lado!
- Gosta desse restaurante?
- Só em ocasiões como essa!
- Ah, você já deve ter trazido várias garotas aqui!
- Mas nenhuma tão especial quanto você! E você?
- Eu o quê?
- Você sabe!
- Sofri muito com um cara, já faz tempo, mas achei que nunca mais ia me apaixonar...
- E agora?
- Você quer dizer, de nós dois?
- Claro!
- Eu gosto do seu jeito e... Você é muito legal!
- Valeu! Eu também acho isso em relação a você, só que em dobro!
- Quando você era criança, fazia o que de bom, hein?
- Engolia os dentes só pra fada dos dentes não vir encher meu saco!
- Sério?
- É o que se pode esperar de um cara como eu...
Ela cai na risada.
- E você?
- Bem... Na minha época, não existia essas bolhas de sabão moderno, era um copinho e um canudinho. Um dia eu peguei e, ao invés de assoprar, eu engoli o detergente!
- Nossa, foi parar no hospital, não?
- Uhum... E, ainda por cima, caí da cama e o soro se espalhou pelo quarto, estourando uma veia!
- É, você me superou!
Ambos riem.
- Saudades da infância!
- Por quê?
- Por exemplo, crianças não sabem muito das coisas, não tem responsabilidades, não fazem aquilo...
- Até as responsabilidades eu concordo, mas já o outro exemplo...
- Não estou certa?
- As crianças safadas fazem!
- Bobo, estou falando das comuns!
- Ah... Mas não somos crianças!
- E, mesmo assim, vamos continuar do jeito que estamos!
Ele faz biquinho.
- Não faz assim!
- Tem utilidade melhor pros meus lábios, não é mesmo?
- Seu nome não devia ser Rafael, e sim assanhado!
- E para ser minha mulher, o seu deve ser assanhada!
- Engraçadinho! Não temos nenhum vínculo e você já quer casar!
- Quem sabe mais tarde!
- Quem sabe nunca!
- Pare de acabar com as minhas esperanças, viu?
- Ok!
- Vamos?
- Claro!
Os dois vão para o jardim atrás do restaurante.
- Lugar bonito!
- Pois é... Lembra das flores?
- Nem deu para você sentir!
- Mas agora dá!
Eles chegam perto das flores, sentem seus perfumes e, na hora de voltar, Rafinha vai na frente.
Sem querer, Letícia tropeça em uma pedra e cai nos braços dele, que a levanta, ficando os dois paralisados.
- Obrigada!
- Agradeça de outra maneira!
- Qual?
- Não finja que não sabe! Eu não estou mais agüentando...
- Eu sei o que é...
- E eu vou concretizar isso!
Rafinha chega mais próximo, coloca uma mão em sua cintura e outra em seu cabelo.
Fecham os olhos, seus lábios se encostam e um beijo acontece.
No momento em que ele acontece, os irrigadores são ligados, e eles saem de lá todo molhados.
Caem na grama úmida e Rafinha começa a tirar o terno.
Letícia o impede.
- Calma, aqui não!
- Eu te falei que ia te deixar molhada!
- Não, você não combinou isso, não?
- Bem... Só um pouquinho!
- Coloque o terno e vamos para a minha casa!
- Lá dá?
- Vou pensar no seu caso...
Os dois entram no carro e vão para a casa de Letícia.
CONTINUA...
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