domingo, 4 de março de 2012

Capítulo 15


Taianne saiu do trabalho, se arrumou, e foi até o lago para encontrar-se com Danilo.
            Ela chega e coloca a mão em seu ombro.
            - Taianne?
            - Eu mesma!
            Na casa de Letícia.
            - O que achou do passeio?
            - Gostei, principalmente de você sem camisa!
            - Depois sou eu o assanhado!
            - Está com a lupa?
            - Deixei em casa, hoje eu trouxe os óculos mesmo!
            - Melhor você tirar ele!
            - Por quê?
            - Porque o que vamos fazer pode quebrar ele!
            - É o que eu estou pensando?
            - Claro, vamos pular do 19º andar do apartamento!
            - Eu não estava pensando nisso...
            - É, você e a sua mente poluída!
            - Não totalmente, pois você está nela!
            - Bobo! Será que vai chover de novo?
            - Acho que não!
            - Bem que podia, não?
            - Olha, eu não sou São Pedro, mas posso te deixar molhada, viu?
            - Rafinha! Para com essas cantadas safadas, ok?
            - Está bem... Quer sair agora à noite?
            - Claro, aonde a gente vai?
            - Estava pensando em um restaurante!
            - Assim você quer me deixar uma baleia, não?
            - Para com isso, você é linda de qualquer jeito!
            - O restaurante vai ser um encontro?
            - Pode ser... Ei!
            - O que foi?
            - A gente podia ser amigos com benefícios!
            - Como assim?
            - Tipo, a gente se beija e tudo o mais, mas sem compromisso!
            - Rafael Bastos Hocsman!
            - Ok, parei!
            - Vai de terno, não?
            - Sim, não gosta?
            - Claro que gosto!
            Ele se aproxima mais ainda dela.
            - Er... Então, vamos a que horas?
            - Vou passar em casa, tomar um banho, e colocar o terno!
            - Ok, eu vou fazer o mesmo!
            - Vai colocar o terno?
            - Não seu bobo, vou colocar um vestido!
            - Ufa... Que susto!
            - Só você mesmo!
            Depois do jantar.
            - Obrigada Rafs, foi maravilhoso!
            - Não precisa agradecer!
            Ela sorri.
            - Noite linda, não?
            - Melhor ainda ao seu lado!
            - Gosta desse restaurante?
            - Só em ocasiões como essa!
            - Ah, você já deve ter trazido várias garotas aqui!
            - Mas nenhuma tão especial quanto você! E você?
            - Eu o quê?
            - Você sabe!
            - Sofri muito com um cara, já faz tempo, mas achei que nunca mais ia me apaixonar...
            - E agora?
            - Você quer dizer, de nós dois?
            - Claro!
            - Eu gosto do seu jeito e... Você é muito legal!
            - Valeu! Eu também acho isso em relação a você, só que em dobro!
            - Quando você era criança, fazia o que de bom, hein?
            - Engolia os dentes só pra fada dos dentes não vir encher meu saco!
            - Sério?
            - É o que se pode esperar de um cara como eu...
            Ela cai na risada.
            - E você?
            - Bem... Na minha época, não existia essas bolhas de sabão moderno, era um copinho e um canudinho. Um dia eu peguei e, ao invés de assoprar, eu engoli o detergente!
            - Nossa, foi parar no hospital, não?
            - Uhum... E, ainda por cima, caí da cama e o soro se espalhou pelo quarto, estourando uma veia!
            - É, você me superou!
            Ambos riem.
            - Saudades da infância!
            - Por quê?
            - Por exemplo, crianças não sabem muito das coisas, não tem responsabilidades, não fazem aquilo...
            - Até as responsabilidades eu concordo, mas já o outro exemplo...
            - Não estou certa?
            - As crianças safadas fazem!
            - Bobo, estou falando das comuns!
            - Ah... Mas não somos crianças!
            - E, mesmo assim, vamos continuar do jeito que estamos!
            Ele faz biquinho.
            - Não faz assim!
            - Tem utilidade melhor pros meus lábios, não é mesmo?
            - Seu nome não devia ser Rafael, e sim assanhado!
            - E para ser minha mulher, o seu deve ser assanhada!
            - Engraçadinho! Não temos nenhum vínculo e você já quer casar!
            - Quem sabe mais tarde!
            - Quem sabe nunca!
            - Pare de acabar com as minhas esperanças, viu?
            - Ok!
            - Vamos?
            - Claro!
            Os dois vão para o jardim atrás do restaurante.
            - Lugar bonito!
            - Pois é... Lembra das flores?
            - Nem deu para você sentir!
            - Mas agora dá!
            Eles chegam perto das flores, sentem seus perfumes e, na hora de voltar, Rafinha vai na frente.
            Sem querer, Letícia tropeça em uma pedra e cai nos braços dele, que a levanta, ficando os dois paralisados.
            - Obrigada!
            - Agradeça de outra maneira!
            - Qual?
            - Não finja que não sabe! Eu não estou mais agüentando...
            - Eu sei o que é...
            - E eu vou concretizar isso!
            Rafinha chega mais próximo, coloca uma mão em sua cintura e outra em seu cabelo.
            Fecham os olhos, seus lábios se encostam e um beijo acontece.
            No momento em que ele acontece, os irrigadores são ligados, e eles saem de lá todo molhados.
            Caem na grama úmida e Rafinha começa a tirar o terno.
            Letícia o impede.
            - Calma, aqui não!
            - Eu te falei que ia te deixar molhada!
            - Não, você não combinou isso, não?
            - Bem... Só um pouquinho!
            - Coloque o terno e vamos para a minha casa!
            - Lá dá?
            - Vou pensar no seu caso...
            Os dois entram no carro e vão para a casa de Letícia.
CONTINUA...

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