domingo, 11 de março de 2012

Capítulo 22


Letícia estava pensando se não tinha sido muito dura com Rafinha e se encaminha até sua casa:
            - Letícia? – os olhos dele brilham.
            - Podemos conversar?
            - Claro! É sobre o beijo, não?
            - Certo! Você falou a verdade?
            - Nunca falei algo tão verdadeiro quanto aquilo!
            - Mas e a garota?
            - Era uma periguete qualquer...
            - Olha, eu vou acreditar em você!
            - Sério?
            - Muito sério!
            Ele sorri.
            - Quer sair?
            - Mais tarde, quem sabe!
            - Ah, aceita!    
            - Vou pensar no seu caso...
            - Pense bem, viu?
            - Claro!
            - Te amo, boca linda!
            - Te amo, Rafs!
            Quando os dois iam se beijar, Jéssica aparece na porta do quarto, seminua:
            - Rafinha, você viu... Essa é a sua namoradinha idiota?
            O sangue de Letícia ferve.
            - Mas...
            - Não precisa!
            - E a saída?
            - Esquece ela! Esquece tudo!
            - Não Le, acredita em mim!
            - Já acreditei de mais! E o que deu?
            - Mas dessa vez é diferente!
            - Não, é a mesma conversa furada! Os homens são todos iguais mesmo!
            E ela sai de lá bufando e, ao mesmo tempo, triste.
            - Viu o que você fez?
            - Eu? Não fiz nada! Agora tem coisa melhor pra fazer!           
            Jessica se aproxima dele e o agarra.
            - Para!
            Ele a afasta.
            - Ai, assim você me deixa louca, hein?
            Ela o empurra para a cama.
            - Olha, eu já disse...
            Um beijo acontece.
            - Você é louca?
            - Só se for por você!
            Ele levanta da cama e a encurrala na parede.
            - Nova tática de agarramento?
            - Não, só uma tática para você falar tudo!
            - Como assim?
            - Me diz quem te mandou aqui!
            Ele segura seus braços.
            - Ui, que pegada gostosa...     
            - Fala!
            - Ninguém! Eu vim porque gosto de você!
            - Háhá... Conta outra, sua...
            - Jéssica, viu?
            - Não, eu estava procurando algo melhor! Como... periguete!
            - Ei, não ofende, viu? Seu... lindo!
            - Para!
            - Você é muito burro! Ela, se gostasse mesmo de você, não teria saído daquele jeito! Amor é confiança!
            - Bem... Você está certa! Vamos esquecer tudo!
            Rafinha a beija.
            - 100 reais a noite toda, viu?
            - Ei, que é isso?
            - Brincadeira! Agora vem a melhor parte!
            Ela coloca a mão dentro da calça dele.
            - Está forçando a barra, não?
            - Odeia isso?
            - Ao contrário! Adoro!
            Os dois caem na cama.
            - Gostei de você!
            - Eu mais ainda!
            - Pronta?
            - Ainda tem dúvida? Agora!
            Rafinha segura em sua cintura.
            - E a Letícia?
            - Esquece ela! Hoje, a noite é nossa!
            Ele tira a camisa.
            - Me ajuda com a calça?
            - Com prazer!
            Ela tira cuidadosamente a calça, e os dois se olham fixamente.
            - Droga, o que eu estou fazendo?
            - Só o melhor!
            ALGUNS MINUTOS ANTES:
            Depois do beijo, Rafinha senta na cama.
            - Quer um copo de água?
            - Se for só isso e nada mais...
            - Claro!
            Ela vai até a cozinha, abre um pequeno potinho, e derrama um pozinho na água.
            - Aqui está!
            Ele bebe e fica confuso.
            - O que está acontecendo? O mundo parece girar...
            - É a paixão!
...
            - Você não colocou nada na minha bebida, não?
            - Claro que não, bobinho! Agora deita, relaxa, e deixa rolar...
            Ele fica encucado, mas acaba cedendo.
            - Segura em sua cintura, beija seu pescoço, e tira a sua calcinha.
            - Por que não usa a língua?
            - Melhor não, eu...
            Ela o beija, e vai descendo a mão por seu corpo.
            Ele segura seus seios, tira seu sutiã, e dá uma leve caída para trás.
            - O mundo está girando de volta...
            Ele coloca a mão na cabeça.
            - Calma, é normal!
            Ela tira sua cueca e segura firme com as suas unhas de oncinha.
            - Ai, assim você...
            - Te deixo louco, não?
            - Quase isso!
            - O quê?
            - Não sei, eu acho que...
            Ele cai para trás e desmaia.
            Jéssica se desespera. Pensa em sair dali, mas decide ficar.
            - Rafinha, fala comigo!
            Ele não responde.
            Ela liga para o 192, o veste, pega suas roupas do chão e vai embora.
            Será que ela estava gostando mesmo dele?
            Ela dá um passo para trás, volta para o apartamento dele, e espera a ambulância.
            Logo ela chega e Jéssica o acompanha, pois ela era humana... E apaixonada por aquele homem.
CONTINUA...

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