Letícia mal se sentou à mesa e o telefone já tocou.
- Alô, Editora Pixel, boa tarde!
- Eu queria saber se vocês têm uma vaga para mim?
- Er... Infelizmente não!
- Oh, que pena...
- Por que, o que foi?
- É que eu já fui preso, e ninguém quer me empregar...
- O que você fez?
- Roubei muitos corações e estou roubando um agora mesmo!
- Rafinha!
- Como me descobriu?
- Pela sua voz, e pelas suas piadinhas!
- Ah, da próxima vez eu vou ser mais convincente!
- Háhá... Queria ver se eu estava bem de novo?
- Não, dessa vez, só liguei por ligar mesmo!
- Sorte que não tem clientes!
- Pois é... Sabia que eu estou falido?
- Mais piadinha?
- Não, dessa vez é sério!
- O que foi?
- Claro, comprei flores, todos os créditos que gastei te ligando, e mais os processos... Não está fácil!
- Eu não mandei você comprar nada, e nem me ligar!
- A culpa é da Isa, que apresentou você! Aí, eu fiquei vidrado!
- Mas você é quem perguntou de mim!
- É, está certa! Vai ao encontro, não?
- Claro, até parece que eu ia faltar!
- É bom mesmo! Se não, eu te enforco com a minha gravata!
- Bobo!
- Mas bem que você gosta desse bobo, não?
- Convencido!
- Não, só estou relatando os fatos!
- Ah, sei... Olha, chegaram clientes... Nos encontramos depois!
- Ok, até! Estou contando os minutos!
- E eu, os segundos!
Os dois desligam e Le continua trabalhando.
CONTINUA...
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