domingo, 26 de fevereiro de 2012

Capítulo 10


- Le, acorda!
- O que foi?
- Seu celular não para de tocar!
- Droga, que não seja ele!
- Atende!
- Alô!
- Oi Le, sou eu, o Rafinha!
- Não podia ter ligado outra hora?
- Já passou da meia noite e, além do mais, queria ver se você está bem!
- Não vai sobreviver sem mim, não?
- Bem... É que se eu te perder, não vou poder usar minha lupa nova!
- Lupa?
- É!
- Pra quê?
- Para enxergar melhor a sua beleza!
- Piada do fundo do baú, hein?
- Droga, sabia que eu não podia confiar naquele velhinho da esquina!
- Bobo!
- É sério, se quiser, eu te levo até ele!
- Não precisa!
- Acredita em mim?
- Não! Mas é que você tem um imenso dom de convencer!
- Que bom, ganhei o dia! Melhor, a madrugada!
- Olha, se eu não soubesse a sua profissão, acertaria na cara!
- Mas como você já sabe, demos um passo à frente!
- Você ainda acha que tem chance?
- Por que, não tenho?
- Bem... Mais ou menos!
- Isso significa...
- Que podemos ser amigos?
- Claro! Muitos amigos viraram namorados!
- Vou pensar no seu caso!
- Quer se encontrar novamente?
- Claro! Que dia, e aonde?
- Hoje, depois do seu trabalho, no parque!
- No parque? Me surpreendi!
- É que o aroma das flores e a sua beleza me deixam muito bem!
- Ok, admirador de flores! Agora vou dormir!
- Sonhe comigo!
- Idem! Beijos!
- Beijos!
E os dois desligam.
- Quem era?
- Ele!
- Sabia! Tem algo aí!
- Ah, depois conversamos! Boa noite!
- Boa noite!
E as luzes se apagam.
CONTINUA...

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