domingo, 26 de fevereiro de 2012

Capítulo 9


Letícia estava voltando do trabalho.
            Nesse dia, o ônibus estava lotado e, depois de uma hora, conseguiu chegar na rua de sua casa.
            Até que seu celular vibrou. Olhou e viu que era uma mensagem dizendo: “Estou te esperando na frente do portão”!
            Primeiro ficou assustada, mas quando viu... Era Rafinha, de terno e com flores.
            - Rafinha?
            - Demorou, hein?
            - Ônibus lotado!
            - Está achando que sou louco, não?
            - Deixa eu ver...
            Ela coloca a mão na testa dele.
            - É, você está muito louco! Mas vou te contar um segredo!
            - Qual?
            - As melhores pessoas são assim!
            Ele sorri.
            - Ah, pra você!
            - Flores? Que eu saiba não é meu aniversário!
            - E precisa?
            - Claro que não! Quer entrar?
            - Pode ser...
            Os dois se sentam no sofá.
            - Qual o próximo passo, hein? Me pedir em namoro?
            - Só se você quiser!
            Ela muda de assunto rapidamente.
            - Er... Como vai o CQC?
            - Bem... Apesar do mala do Luque...
            - Háhá... Eu também não vou com a cara dele!
            - Duas coisas em comum!
            - Duas? Eu só sei da primeira!
            - A segunda coisa é o sorriso lindo!
            - Ah valeu! O seu é melhor!
            - É melhor ser linda por completo e não como eu, que é só o sorriso!
            - Eu não acho isso! Quer dizer... Pare de se menosprezar!
            - Só paro porque você pediu! Mas e o trabalho?
            - Vai bem! Entrou uma menina!
            - Pretendente do Danilo, não?
            - Como acertou?
            - Ele é meu amigão!
            - Só isso, não?
            - Achei que ciúme só existia em namoro...
            - Quem falou em ciúme? Eu não!
            - Tem o meu número?
            - Não! Então anota aí!
            - Ok... Por acaso quer que eu te ligue?
            - Claro que não! Eu vou te ligar!
            - Olha, se não me ligar, te enforco com essa gravata!
            - Claro, senhorita!
            Ambos riem.
            Começa a trovejar.
            - Nossa, parece que vai chover!
            - Tem medo?
            - Um pouco...
            - Eu tenho mais ainda!
            - De chuva?
            - Não, dessa coisa preta no meu pé!
            - Ah, é a Baby, minha gata!
            - Ufa... Me assustei!
            - Háhá...
            - Quer companhia?
            - Bom... Se não for muito incômodo?
            - Ao contrário, eu adoraria! As damas primeiro!
            - Pra onde?
            - Pro quarto, ué?
            - Você não acha que está muito atrevido hoje?
            - Isso é só o começo!
            - Bobo!
            - Bobo não, comediante!
            - Está bem, comediante!
            Os dois vão para o quarto e se sentam na cama.
            - É bom ter alguém para abraçar quando você sente medo, não?
            - Quer insinuar o que, hein?
            - Só que você tem um homem de dois metros para aproveitar!
            - Sério? Então, podia trazer um copo de suco?
            - Claro madame!
            Logo ele volta com o copo.
            - Prontinho!
            - Obrigada!
            - Não precisa agradecer!
            Os dois não percebem a presença de Baby, que pula no colo de Le e a faz derrubar o suco em Rafinha.
            - Ai Rafs, desculpe...
            - Tudo bem... Gostei do apelido!
            Ele tira o terno e a camiseta.
            - Letícia, cheguei!
            - Ih, é a Taianne!
            Ela vai no quarto.
            - Rafael Bastos?
            - Pode chamar de Rafinha!
            - E por que você está sem camisa? Er... Deixa, melhor nem explicar!
            - Não, é que eu derrubei suco nele!
            - Ah... A-credito! Bem... Vou dormir!
- É, ele está de saída, não Rafinha?
- Er... Não, mas... Claro! Estou indo! Te ligo amanhã!
- Ok, beijos!
- Beijos!
Rafinha sai, e as duas continuam no quarto.
- Nada, né?
- Para com isso, Tai! Vamos dormir!
- Claro!
CONTINUA...

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