- Tem certeza de que quer ir mesmo?
- Claro mãe, lá vou procurar emprego e tudo vai ficar bem!
- Mas São Paulo, capital?
- Claro, lá é um bom lugar! Fica tranqüila!
- Tem certeza?
- Sim... Olha, está na hora do meu vôo!
- Ok, beijos, filha! Se cuide, viu?
- Pode deixar!
Ela pega as malas, vai até o aeroporto e embarca no avião.
Logo chega, e fica andando para lá e pra cá, não sabendo em que direção ir. Até que uma mão aparece em seu ombro.
- Perdida? – Era um rapaz alto, com barba, com um pouquinho a mais de peso, um boné preto, camiseta preta, calça jeans azul e um lindo sorriso.
- Pois é, não sou daqui...
- Quer ajuda?
- Claro, eu queria saber se tem algum lugar aqui perto para alugar?
- Bem... Se não estiver alugado, tem um quarto no prédio da frente da minha casa...
- Pode ser, eu vou pegar um táxi, e...
- Nada disso, faço questão de levá-la até lá!
- Obrigada, então...
- Não precisa, não foi nada.
Os dois entram no carro e vão em direção ao prédio.
Chegando lá.
- É aqui!
- Nossa, valeu mesmo!
Ele sorri.
Ela entra no prédio e fala com o porteiro.
- O senhor poderia me informar se tem algum quarto para alugar aqui?
- Ih... O último acabou de ser alugado!
- Tudo bem... Obrigada!
- De nada!
Ela volta ao carro.
- E aí?
- Não tem nenhum...
- Droga!
- Vou ver se agora eu acho um hotel por aqui...
- Quer que eu te leve?
- Não precisa, valeu!
Quando ela estava indo, ele a chama novamente.
- O que foi?
- Não me disse seu nome!
- Ah, é Taianne!
- Prazer, o meu é Danilo!
- Prazer também!
- Ah, se eu te fizer um pedido, você aceita?
- Depende, o que é?
- Ficar um tempo em minha casa, até arranjar um lugar...
- Acho melhor...
- Ah vai... Aceita!
- Está bem, eu aceito. Mas com uma condição!
- Qual?
- Como amigos!
- Claro, quem pensou nisso? Eu que não!
Ele pisca para ela.
- Ih... Vem chuva, vamos?
- Claro!
E os dois entram na casa.
CONTINUA...
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