domingo, 26 de maio de 2013

Capítulo 40



Letícia acorda assustada. Havia sonhado que Rafinha sido atropelado por um caminhão e isso a atormentava muito.
            Olha para o lado e vê um rastro de sangue. Uma faca estava perto da cama e ouve um miado. Era Baby, sua gata preta, que havia fugido de casa e pulado a janela, se machucando com a faca.
            - Ah Babynha... Machucou a patinha? S mamãe vai fazer um curativo, tá? – Le levanta e pega a gata no colo. Sai do quarto e entra na sala de medicamentos e curativos, abrindo um armário pequeno.
            - Qual deles será o certo, hein? Ah, aqui está o curativo! – Pega o rolo de esparadrapo e, sem querer, derruba um recipiente com sangue coletado de um paciente.
            - Droga, machuquei meu dedo! E, sem nem perceber, faz algo perigoso: coloca o dedo na boca.
            A enfermeira sai do balcão e atende um paciente.
            - Ah sim moço, já vou pegar o resultado do seu teste de HIV! O sangue coletado já foi analisado e guardado no local certo! Ela vai até a sala e vê Letícia com o dedo machucado e o vidro de sangue quebrado no chão.
            - O que faz aqui, menina?
            - Minha gata veio até aqui, se machucou, e vim fazer um curativo nela!
            - Olha, você não tocou no sangue, certo?
            - Pior que toquei, pois machuquei meu dedo!
            - Tudo bem, desde que não o tenha colocado na boca!
            - Por quê?
            - Porque esse sangue foi coletado para um teste de HIV que deu positivo!           - O quê?
            - Isso mesmo! Mas para você não tem problema!
            - Tem sim, pois eu coloquei o dedo na boca...
            - Vamos para a emergência logo! – Ela levanta Le e a leva para lá.
            - Taianne chega ao hospital e faz o teste de gravidez novamente. Precisavam ter certeza de tudo para poderem seguir em frente.
            - Demora muito para sair o resultado? – Ela pergunta, ansiosa.
            - Não, ainda hoje sai!
            - Que bom! – Taianne diz, sentando do lado de Danilo na sala de espera.
            - E se der positivo mesmo?
            - Eu vou assumir, e a gente vai ser feliz como uma família! – Danilo segura a mão de Taianne e ela sorri.
            Isadora tenta aceitar tudo o que o médico falou, mas era difícil.
            Estava sozinha agora e teria que enfrentar essa barra sozinha e sem medo.
            Ela faria de tudo para ter Felipe bem, e ao seu lado. Tudo mesmo...
            Letícia é colocada novamente no quarto após ter feito o teste de HIV.
            Era muita coisa acontecendo e isso a deixava aflita.
            Rafinha, ao ver o caminhão, se joga para o lado, mas acaba prensando a perna numa parte do automóvel, o qual estava despedaçado.
            Tira o destroço e, mesmo sangrando e com dor, rasteja-se e vai em direção ao motorista, que estava embaixo dos escombros.
            - Cara, você está bem? – Ele pergunta.
            - Minha mulher... – O homem fala com dificuldade.
            - O que tem ela?
            - Está no meio de tudo.
            - Vou procurá-la, ok?
            Começa a revirar os pedaços e a encontra, desacordada.
            - Achei!
            - Está bem?
            Rafinha olha, toca e vê que está morta.
            - Bem... Não sou médico! Vou chamar a ambulância!
            - Ok...
            Logo ela chega e retiram os dois de lá. Fazem um curativo na perna de Rafinha e dirigem-se ao hospital.
             Era de manhã e Isadora acorda assustada.
            - Felipe, está tudo bem? – Ela diz, acordando-o.
            - Está, por quê?
            - Bem... Você está com gripe H1N1!
            - Sério? Vamos para o...
            - Mas a gente estava no hospital!
            - Você deve ter sonhado...
            - Deve ser... – Isa respira aliviada e vira para o lado, adormecendo.
            Tudo não passou de um sonho ou, pelo menos, o que ocorrera com os dois.
            Danilo estava dormindo na sala de espera quando Taianne chega com o resultado.
            - Danilo, acorda!
            Ele continua a dormir.
            - Danilo! Você vai perder a hora de gravar o AET! Acorda!
            - Quê? Já vou colocar o terno e... Taianne?
            - Sim, você dorme que nem um...
            - Abafa o caso, sim? Sobre o que quer falar comigo?
            - O resultado saiu!
            - E daí?
            - Daí que deu negativo!
            - Mas o outro teste deu positivo... Tem certeza?
            - Muita! Falaram que o do hospital é mais confiável e que, ás vezes, ocorre algumas anomalias!
            - Bom, eu até gostaria de ter um filho, mas acho que assim é melhor!
            - Eu também! Mas vamos tentar outra hora...
            - No tempo certo, da vida e de ser feliz!
            - Tem toda razão... Vamos?
            - Claro, odeio hospital! – E ambos vão para casa.
            Do meio do beco escuro, Wanessa sai rapidamente e joga a faca no lixão ali perto. Retira sua pulseira e pressiona com os dedos, deixando as digitais. Coloca do lado do corpo inerte e vai embora.
CONTINUA...

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