Rafinha chega ao hospital e vai ver o
homem. A essa altura, a família toda devia estar sabendo do acidente e da morte
da mulher. Rafael sabia que não tinha culpa do que aconteceu, mas se sentia mal
com tudo aquilo. Parou perto do quarto do homem e o viu rodeado de pessoas e de
um menininho pequeno.
-
Papa, que bom que o senhor está bem...
-
Pois é filho, o papai teve muita sorte!
-
A mamãe está aqui? Quero abraçar ela também, papá...
-
Filho, a mamãe não está mais aqui... – E lágrimas caem dos seus olhos.
-
Nâo? Que bom, ela deve estar em casa agora!
-
Não, filho... O que eu quis dizer... É que a sua mãe morreu...
-
Morreu? E pra onde ela foi?
-
Pro céu!
-
Ah, então eu quero ir pra lá!
-
Não dá, filho!
-
Então ela vem pra cá?
-
Er... Não! Ela não vai voltar nunca mais... – E ambos começam a chorar.
-
O que aconteceu?
-
Eu e ela sofremos um acidente...
-
Um carrinho bateu em vocês?
-
Não, eu perdi o controle do caminhão e a gente bateu!
-
Quer dizer que foi você quem a matou?
-
Não, eu...
-
Foi sim! Eu te odeio, papai!
-
Espera filho!
-
Pra mim, você morreu junto a ela! – E o menino sai do quarto chorando, deixando
o homem desesperado.
Rafinha
pensou em entrar para consolar o homem, mas ficou paralisado por tudo aquilo.
Letícia
acabara de sair do hospital quando é surpreendida por Wanessa.
-
Eles já sabem! – Ela diz sem fôlego.
-
Do que, louca?
-
Do que eu fiz! Impressão minha ou sua mente está mais lenta do que antes?
-
Explica tudo!
-
Ok! Eu tive que fazer algo...
-
O quê?
-
Matei um cara!
-
Que bom!
-
Como assim?
-
É que você acabou de garantir sua cela na cadeia!
-
Idiota! Eu não vou voltar pra lá!
-
E como pretende não ir?
-
Eu e você sabemos como!
-
Você não...
-
Isso mesmo! Ou você resolve tudo isso, ou seu querido amor poderá aparecer
morto, coitado!
-
Sua...
-
Amiga Wanessa! Prazer e fui! – Ela sai e Le coloca as mãos na cabeça. Só teria
algo a fazer.
Oscar
estava sentado no sofá quando Wanessa chega.
-
Demorou! – Ele diz desligando a TV.
-
Estava com a Letícia.
-
Aquela trouxa!
-
Ela mesma! Matei aquele cara e ela vai assumir a culpa...
-
Você não presta, não é mesmo?
-
Nem você! Ela já deu o dinheiro do seu “suposto seqüestro”?
-
Não, mas vai dar! Ela tem bom coração!
-
E quem tem sempre se ferra! – E ambos sorriem.
A
polícia bate na porta.
-
Ah, são vocês? – Wanessa diz, chateada.
-
Senhorita Wanessa Camargo, foi encontrada uma pulseira sua do lado de um homem
morto e, por isso, você está presa!
Quando
iam prendê-la...
-
Esperem! – Letícia aparece logo atrás.
-
Menina, sai daqui! Estamos...
-
Cometendo um erro!
-
Como assim?
-
Eu matei aquele cara e quis botar a culpa nela!
-
Isso é muito grave, sabia?
Wanessa
sorri.
CONTINUA...
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